Projeto Organização da Produção Leiteira - Itapiranga - SC


Descrição

O Projeto Organização da Produção Leiteira é focado na melhoria da propriedade rural e suas atividades, contribuindo no incremento de renda e, principalmente, na permanência das famílias no campo.

As atividades compreendem: capacitação, orientação teórica e prática, através da difusão do conhecimento e de novas tecnologias com respeito aos recursos naturais. O valor de investimento do projeto é estimado em relação ao tempo de duração e atendimentos às famílias participantes, sendo revisado anualmente.


Objetivo

Organizar a produção leiteira proporcionando melhoria na renda e na qualidade de vida das famílias, uma maior qualidade na produção com base agroecológica e na promoção do desenvolvimento sustentável de toda a propriedade.


Ações

Organizar a produção para gerar renda, diminuir as horas trabalhadas, estimular à proteção do meio ambiente. As ações desenvolvidas compreendem várias atividades: capacitação sobre bovinocultura de leite, gestão e qualidade na produção. Já os treinamentos compreendem informações de como fazer uma cerca, práticas de manejo agroecológicas, caminhadas ecológicas, dias de campo, reuniões de avaliação, assistência técnica mensal e acompanhamento técnico e financeiro mensal.


Resultados

Na área econômica, as ações desenvolvidas prezam pelo aprimoramento das atividades e o aumento de renda, com redução de custos e agregação de valor aos produtos.

Já na área ambiental, todas as propriedades terão nascentes, córregos, riachos e/ou lagos protegidos com o plantio de árvores nativas e frutíferas. Desta forma, possibilitando a conservação da água, do solo e incremento da biodiversidade.

Na área social, os resultados esperados são a melhoria da habitabilidade das famílias, a redução das horas trabalhadas, além da melhora na saúde, educação e na autoestima.


Números do Projeto

Local: Itapiranga - SC

60 meses

Famílias beneficiadas: 12

Atividade com monitoramento periódico

Ações

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

30/05/2017

A avaliação final da etapa das atividades do projeto social, inserido no Projeto Organização da Produção Leiteira, é positiva. As famílias do projeto compreenderam a importância do bem estar familiar; do cuidado, embelezamento e organização das propriedades, mas, principalmente, da necessidade e importância da preservação ambiental. 

Conforme a equipe técnica do projeto, as visitas domiciliares contribuíram para que as atividades propostas fossem realizadas, além de conhecer o contexto sociofamiliar de cada família e traçar um plano de ação que, atendesse aos anseios das famílias e do projeto, no que se refere às ações de meio ambiente, horta e jardim e cuidados com as benfeitorias.

Diante disso, percebeu-se que o projeto, motivou a mudança de comportamento dos agricultores envolvidos e a busca de uma propriedade mais agradável. Sob esta ótica, a cada encontro buscou-se incentivar a criatividade por meio da criação espontânea de grupos de trabalho, aproveitando o potencial de participação de cada um.

MELHORIAS

Em cada propriedade foi possível observar a mudança e a transformação de paradigmas, potencializando as ações propostas, como por exemplo: identificação de materiais utilizados e descarte dos que não são mais necessários; separação correta dos resíduos gerados; demonstração de atitudes positivas na melhoria do ambiente familiar e da propriedade; construção de hortas, pomares e jardins; além do aspecto ambiental onde as nascentes e áreas de mata ciliar foram melhoradas conforme a necessidade de cada caso.

Com isso, o projeto  foi bem sucedido, pois foi compatível com os objetivos propostos e as realizações periódicas mostraram bons resultados no que diz respeito à manutenção  e continuidade do projeto. Em um primeiro momento, as soluções foram buscadas com a conscientização dos agricultores em diversos aspectos e assim, as famílias continuarão as atividades iniciadas, baseadas no conhecimento e nas ações práticas repassadas. 

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Jacó Preis - depois do projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Jacó Preis - fonte protegida com o projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Mario Buss - depois do projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Mario Buss - projeto de preservação ambiental

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Mario Buss - depois do projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Valcir Pauli - depois do projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Valcir Pauli - depois do projeto Preservação Ambiental

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Valcir Pauli - depois do projeto Preservação Ambiental

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Valcir Pauli - depois do projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Valcir Pauli - antes do projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Jacó Preis - depois do projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Jacó Preis - antes do projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Gelson Schmitz - depois do projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Gelson Schmitz - antes do projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Danieli Braun - depois do projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Danieli Braun - durante o projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Danieli Braun - depois do projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Danieli Braun - antes do projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Albino Royer - depois do projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Albino Royer - depois do projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Albino Royer - antes do projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Albino Royer - antes do projeto

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Primeira reunião realizada com o grupo

PROJETO SOCIAL - Avaliação final da atividade

Primeira reunião realizada com o grupo

PROJETO SOCIAL - Resultados positivos nas propriedades

25/07/2016

Em um ano de atividades, as famílias empenharam-se nas atividades sociais propostas e iniciaram pequenas transformações em suas propriedades. O objetivo deste trabalho era de motivar e melhorar a autoestima dos participantes com ações de jardinagem, implantação de horta sem o uso de agrotóxicos, atividades de embelezamento da propriedade, além de orientações para o dia a dia. 

Ao longo do período, buscou-se a conscientização e o desenvolvimento de ações de preservação ambiental nas propriedades o que, gradativamente, os produtores realizaram.

PROJETO SOCIAL - Resultados positivos nas propriedades

Produtora e assistentes sociais responsáveis pelo projeto

PROJETO SOCIAL - Resultados positivos nas propriedades

Produtora está orgulhosa com os primeiros alimentos produzidos na horta da família

PROJETO SOCIAL - Resultados positivos nas propriedades

Horta da família sendo organizada

PROJETO SOCIAL - Resultados positivos nas propriedades

Jardim construído pela família gera alegria

PROJETO SOCIAL - Resultados positivos nas propriedades

Jovem produtora iniciando o plantio de hortaliças

PROJETO SOCIAL - Resultados positivos nas propriedades

Ações de embelezamento foram monitoradas

PROJETO SOCIAL - Resultados positivos nas propriedades

Ações de embelezamento foram monitoradas

PROJETO SOCIAL - Resultados positivos nas propriedades

Produtores iniciaram o processo de organização da propriedade, um exemplo, é na separação dos resíduos

PROJETO SOCIAL - Resultados positivos nas propriedades

Acompanhamento da ações realizadas

PROJETO SOCIAL - Resultados positivos nas propriedades

Visita técnica aos produtores participantes

PROJETO SOCIAL: Organização da Produção Leiteira

24/09/2015

SOBRE O PROJETO

Valorizar o espaço rural e, principalmente, proteger os mananciais de água é a missão deste projeto social. As atividades estão inseridas no Projeto de Organização da Produção Leiteira, desenvolvida no município de Itapiranga. Os produtores participantes, além de orientação sobre a produção leiteira e técnicas para melhorá-las, também receberão informações sobre o embelezamento da propriedade com o foco no seu entorno, horta entre outros pontos relevantes elencados pelo grupo no decorrer da atividade. As atividades desta ação iniciaram em setembro de 2015 e segue ao loingo de 2016.

 

AÇÕES

Para garantir a eficácia das ações, os produtores serão capacitados sobre: a importância e a necessidade da preservação ambiental bem como o consumo consciente dos recursos naturais, motivação e autoestima para o trabalho desenvolvido no meio rural e capacitação sobre a gestão, organização da propriedade e alimentação saudável.

As atividades são coletivas e na propriedade de cada produtor, onde mensalmente, recebem a presença da equipe do projeto para o acompanhamento das ações previstas e planejadas com as famílias e reuniões coletivas.

 

OBJETIVO

Incentivar ações de preservação ambiental e promover o bem estar social e econômico dos produtores.

 

RESULTADOS ESPERADOS

A eficácia desta intervenção é no incentivo dos produtores a ações que transformem suas vidas, através do fortalecimento do vínculo familiar e social, aumento da autoestima e da qualidade de vida.

A partir disso, fomentar a sustentabilidade familiar e, disseminar a necessidade da preservação ambiental nas propriedades, bem como as ações desenvolvidas pelo Programa SOS Sustentar neste setor.

PROJETO SOCIAL: Organização da Produção Leiteira

Ornamentação da propriedade, Valcir Pauli

PROJETO SOCIAL: Organização da Produção Leiteira

Propriedade Valcir Pauli

PROJETO SOCIAL: Organização da Produção Leiteira

Ornamentação da propriedade, Jacó Preis

PROJETO SOCIAL: Organização da Produção Leiteira

Ornamentação da propriedade, Jacó Preis

PROJETO SOCIAL: Organização da Produção Leiteira

Organização da propriedade, Gelson Schmitz

PROJETO SOCIAL: Organização da Produção Leiteira

Bem estar da família, através do plantio de árvores, na propriedade Gelson Schmitz

PROJETO SOCIAL: Organização da Produção Leiteira

Propriedade Gelson Schmitz

PROJETO SOCIAL: Organização da Produção Leiteira

Ações de capacitação coletiva em setembro de 2015

PROJETO SOCIAL: Organização da Produção Leiteira

Ações de organização da propriedade, Ênio Reckzieguel

PROJETO SOCIAL: Organização da Produção Leiteira

Propriedade Ênio Reckzieguel

Acompanhamentos

Acompanhamento VII

30/01/2018

O grupo de Itapiranga é o piloto no projeto de Organização da Produção Leiteira com resultados expressivos na evolução das famílias participantes.  Em relação ao início das atividades, o grupo aumentou 67,26% na produção leiteira. Conforme avaliação das atividades de 2017, os agricultores apontaram a importância do projeto na melhoria das atividades, principalmente, a ambiental; o fortalecimento do conhecimento e de informações para avanço no dia a dia da propriedade.

Na avaliação, também foi destacado, a importância do conhecimento adquirido o que contribui para a diminuição dos custos de produção, o aumento da produção de leite por hectare ano, aumento de litro de leite por animal por dia. Em relação ao aumento da produção hectare/ano, no início do projeto era de 8292,07 L/L/V/D e, após cinco anos a produção passou para 10319,67 L/L/V/D.

A avaliação das atividades também está presente nos depoimentos dos produtores “Projeto é muito bom. Deu oportunidade de avançar na atividade, conhecimentos, implantação de novas variedades de pastagens”, frisa o produtor.  Como sugestão, o grupo propôs, para o ano de 2018, que aconteçam mais encontros para trocas de ideias e experiências e para integração do grupo.

Como atividades para o ano de 2018 foram elencadas: melhorar o plantel para produzir mais leite, terminar piquetes novos e implantar toda a pastagem; continuar com o projeto e aumentar a quantidade de leite; Implantar custo de produção completo; melhorar a atividade de leite e conhecer outras experiências de atividades e culturas para agregar valor e aumentar quantidade de animais.

Acompanhamento VI

09/01/2017

O grande salto deste ano refere-se às questões sociofamiliares e socioambientais realizadas, pois o trabalho desenvolvido fomentou as melhorias nestas duas áreas nas propriedades dos produtores: Albino Royer, Claudio Roden, Gelson Schmitz, Jacó Preis, João Braun, Mario Buss e Valcir Pauli. Em um ano de atividades, as famílias empenharam-se nas atividades propostas e iniciaram pequenas transformações em suas propriedades. O objetivo deste trabalho era de motivar e melhorar a autoestima dos participantes com ações de jardinagem, implantação de horta sem o uso de agrotóxicos, atividades de embelezamento da propriedade, além de orientações do fortalecimento dos vínculos familiares para o dia a dia. 

Ao longo do período, buscou-se a conscientização e o desenvolvimento de ações de preservação e conservação ambiental nas propriedades o que, gradativamente, os produtores realizaram. Este era o alicerce das atividades, visto que a contrapartida dos agricultores ao participarem dos projetos era a realização das práticas ambientais, aprimorando o que já possuíam e preservando o que não estava. Ao preservar a natureza, eles perceberam os benefícios trazidos pela ação à família, ao ecossistema e comunidade local, contribuindo para aumento da quantidade da água, da fauna e flora, da vegetação nativa e da qualidade da água.  Nesta ação, todas as propriedades participantes dos projetos realizaram as práticas ambientais.

Percebeu-se que o projeto, motiva a mudança de comportamento dos agricultores envolvidos e busca uma propriedade agradável. Em cada encontro, e vindo ao encontro aos objetivos do programa, buscou-se incentivar a criatividade por meio da criação espontânea de grupos de trabalho, aproveitando o potencial de participação de cada um.

Na área econômica, os resultados alcançados foram extremamente positivos. A média da produção leiteira entre as propriedades foi de 6.110 litros de leite/mês, a uma média por animal lactante/ dia de 10,83 litros de leite. Houve um crescimento também no número de animais lactantes, uma média de cinco por propriedade, que já possuíam uma média de plantel de 18 animais.

O ganho de produção em dezembro de 2016 em relação ao início do projeto foi de 60,78%, com um custo de R$ 0,45 por litro de leite produzido. O aumento de produção de dezembro de 2015 a dezembro de 2016 foi de 17,63 %, chegando à casa dos 54,31%. Em média, a renda bruta das famílias chegou a R$ 10.829,15, entretanto algumas propriedades com menos de R$ 5 mil e outras superaram os R$ 10 mil.

Acompanhamento V

04/01/2016

A confiança do produtor e o ganho na qualidade de vida foram os dois aspectos que nortearam os últimos seis meses de 2014 e mantiveram-se ao longo de 2015. O projeto ao longo deste ano contou com a participação de oito famílias que, além de aumentarem os ganhos financeiros iniciaram o processo de transformação social nas propriedades.

A média de produção do grupo anual, em 2015, chegou a 6.643 litros de leite/ mês em cada propriedade, sendo que por animal a média diária foi de 11,02 litros. Para obtenção deste resultado, além de técnicas de manejo e inovações ambientais, os produtores aumentaram o número de animais para, em média, 19. No início do projeto no ano de 2012, o grupo produzia em média 3.800 litros de leite/mês com 7,15 litros por animal lactante. As estratégias de manejo do solo e da pastagem, a adoção de práticas agroecológicas e homeopáticas ao dia a dia da produção possibilitou um ganho de produção de 45,99%. Neste processo, o custo da produção por litro de leite chegou a R$ 0,34.

Outro aspecto positivo para continuidade dos bons resultados econômicos foi o desenvolvimento do projeto social com as famílias, coordenado pela equipe de assistente sociais da empresa. As atividades, em grupo e de forma individual, iniciaram em setembro de 2015 com os seguintes objetivos: valorização do espaço rural e, principalmente, na proteção dos mananciais de água das propriedades. A estratégia de trabalho iniciou com palestra ao grupo e, posteriormente, com o planejamento das atividades para cada propriedade relacionando vários temas: proteção e conservação dos mananciais de água (fonte, mata ciliar e rios que passam pela propriedade), embelezamento da propriedade (organização, planejamento), alimentação saudável através de uma horta com variedade de legumes e verduras, jardinagem e trabalho de valorização do núcleo familiar.

Acompanhamento IV

19/12/2014

Neste período, foram três os avanços com os produtores: Primeiro: confiança. Segundo: ganho em qualidade de vida. O primeiro ponto se refletiu em diversos momentos, mas, principalmente, quando ocorreu a redução de até 30% no preço do leite. O segundo ponto, a qualidade de vida, é um objetivo buscado constantemente pelo projeto e está alicerçado na redução das horas trabalhadas, na facilidade do manejo da atividade leiteira e pela geração de renda estável ao longo dos meses.

Neste período também houve grandes avanços nas práticas agroecológicas, com a utilização de fitoterapia e homeopatia para o manejo sanitário dos animais e as práticas de bem estar animal. Como resultado global, destacamos a evolução da produção em litros por hectare/ano, de 7.600 litros para 8.500 litros de leite hectare/ano.

O terceiro ponto destaque é sobre as questões ambientais. No início vista como questão secundária, hoje já é o principal investimento da propriedade.

Acompanhamento III

15/07/2014

Este período se caracterizou por uma série de eventos climáticos adversos e por um ataque severo de pragas em pastagens. As dificuldades enfrentadas pelos produtores iniciaram em fevereiro e estenderam-se até março, caracterizado por temperaturas diurnas e noturnas muito acima da média e com ausência de chuvas.

Este evento climático diminuiu a capacidade de produção das pastagens e causou um grande estresse térmico nos animais resultando em redução da produtividade e aumento dos custos de produção. Após, iniciou um ataque severo de lagartas em pastagens, fator de tal intensidade que originou uma série de seminários regionais, seis no total, para discutir o evento e medidas preventivas. O ataque de lagartas ocasionou uma grande redução na disponibilidade de pastagens, um aumento considerável nos custos de produção e atrasou em pelo menos dois meses a utilização das pastagens de inverno. 

Como terceiro evento prejudicial no período analisado, citamos a enchentes que ocorreram no início do inverno. Desta forma, três eventos aconteceram na região e causaram grandes transtornos e prejuízos para a atividade leiteira.

Acompanhamento II

20/12/2013

Ao fechar o primeiro ano de projeto já podemos apontar avanços importantes para a evolução social das famílias e também relativos à atividade leiteira. Na avaliação dos produtores, o maior ganho neste período não foi o amento de renda, mas sim os ganhos relacionados com a mão de obra da atividade leiteira.

Nas palavras dos produtores, o maior resultado até este momento é: “nós não precisamos mais molhar a barra da calça todo dia, nós terminamos a ordenha e podemos fazer outras coisas, inclusive sentar para tomar um chimarrão e conversar com a família”. O significado para o dizer “não molhar mais a barra da calça” é referente à grande mudança promovida pelo projeto, pois antes dele os produtores faziam piquetes todos os dias e, além do trabalho, de cerca de uma hora todo dia eles acabavam molhando a barra da calça pelo orvalho.

Neste período também outros ganhos foram importantes: adoação de práticas agroecológicas no manejo sanitário dos animais o que contribui para a melhoria da qualidade ambiental das propriedades e também na redução dos custos de produção, além do controle financeiro da produção. 

Acompanhamento I

12/06/2013

As capacitações, com foco no desenvolvimento do ser e sobre a atividade leiteira produziram bons resultados e já é possível identificar melhoria na produtividade e na redução dos custos, frutos da aplicação prática dos conhecimentos repassados.

Também é possível identificar, como pontos positivos, a melhora na autoestima das famílias, maior segurança com a atividade leiteira, uma visão de futuro mais clara possibilitando traçar planos e metas mais coerentes e também os ganhos ambientais pela adoção de práticas agroecológicas na atividade leiteira.

Outra ação realizada foram os dias de campo. Estes momentos consistem em dividir os beneficiários do projeto em pequenos grupos, formados por proximidade. 

O investimento para execução deste projeto é de R$ 303.901,71 para duração de 60 meses.

Fontes

Albino Royer

06/09/2016

A família do produtor Albino Royer possui como renda principal a atividade leiteira. Entretanto, também realiza atividades fora da propriedade como renda extra. Na área de 10,6 hectares, o relevo é ondulado com um solo de boa fertilidade e com afloramento de rocha em alguns lugares. 

As ações ambientais na propriedade também fazem a diferença. No local, encontra-se um rio com a mata ciliar das margens protegidas, sendo cinco metros de largura e 200 metros de comprimento, sendo que 35% desta área é de mata nativa. Além disso, a propriedade também conta com uma nascente d'água protegida que serve de abastecimento à família e aos animais. A destinação dos resíduos produzidos na propriedade é através do sistema de reciclagem do município. 

Claudio Rohden

06/09/2016

O rio Macaco Branco passa pela propriedade do jovem produtor Claudio Rohden, onde é a fonte de água da família para as atividades dárias. A mata ciliar da área é protegida, sendo que 35% da mata é nativa, onde a fauna encontra abrigo e alimento. Os resíduos produzidos pela família são encaminhados para o sistema de coleta seletiva da cidade.

A propriedade, com 22,85 hectares, possui como principal atividade a bovinocultura leiteira, porém, também trabalha com suinocultura. O manejo das atividades é convencional utilizando práticas agroecológicas. O relevo é ondulado com solo de boa fertilidade com vários pontos de afloramento de rochas (lajes).

Gelson Schmitz

06/09/2016

O rio Macaco Branco passa pela propriedade da família do produtor Gelson Schmitz, onde mais de 8.000 metros quadrados de área estão protegidos, sendo que deste total, 30% ainda é de mata nativa. Além disso, a família possui área de reserva legal onde todo o espaço oportuniza a fauna abrigo e alimento.

A propriedade possui 20 hectares sendo 9 destinado a atividade leiteira, sendo que as demais atividades realizadas na propriedade é para subsistência, utilizando as técnicas agroecológicas aprendidas nas capacitações.

João Braun

06/09/2016

A nascente localizada na propriedade da família Braun está protegida, sendo que água é destinada ao consumo dos animais. Além disso, na área de preservação permanente da família passa uma sanga que está totalmente preservada e sem acesso dos animais, em uma área total de 20.000 metros quadrados.

A principal fonte de renda da família é a atividade leiteira, e as demais culturas são para subsistência, o manejo é convencional com práticas agroecológicas, nos 15 hectares da propriedade. 

Mario Buss

06/09/2016

A propriedade da família do produtor, Mario Buss, está localizada às margens do rio Uruguai com sua mata ciliar preservada. Pela propriedade também é possível identificar uma sanga que é originada em uma área vizinha também preservada. A família conta com uma nascente protegida, através do modelo caxambu, e com um reflorestamento consorciado de mata nativa, onde os animais encontram abrigo e alimento. Todas as propriedades rurais de Itapiranga recebem água encanada do município.

A família possui 25 hectares de área, sendo 11 hectares pertecentes ao produtor e os demais para o irmão do mesmo. A principal atividade é o leite com manejo convencional utilizando práticas agroecológicas. 

Jacó Preis

06/09/2016

Com duas fontes protegidas, cercada e com a vegetação nativa crescendo, a família do produtor Jacó Preis garante água para sua família e os animais, além de abrigo e alimento à fauna. Pela propriedade também passa o rio Arroio Baú onde está protegida mais de 1.700 metros quadrados. Do total da área da família, 40% está com mata nativa e, aproximadamente, 1 hectare é área de reflorestamento.

A área total da propriedade é de 15,4 hectares, sendo 6,5 ha são usados para atividade leiteira, renda principal da família. Já a segunda fonte de renda é a produção de melado que é comercializado na feira livre do município com manejo convencional utilizando práticas agroecológicas.

Monitoramentos - Jacó Preis

Monitoramento de nascente

16/04/2018

O levantamento florestal realizado na propriedade da família Preis demonstra o sucesso no processo de recuperação ambiental e de proteção dos espaços ambientais. Foi realizado a contagem e identificação das espécies na Área de APP da sanga que faz divisa com a propriedade, que se encontra isolada por uma cerca, sem entrada de animais, o que totaliza uma área de 4.900,0m². Nesta área contabilizamos 249 espécies vegetais, em fases de crescimento nos três estágios, inicial, médio e avançado.

No espaço, foram encontrados grande quantidade de pequenos arbustos/plântulas que vem se desenvolvendo no local. Nessa área de APP foram plantadas 30 mudas de espécies nativas e frutíferas no ano de 2013, com a finalidade de acelerar o processo de recuperação da área. Como resultado do levantamento amostral somando as áreas de preservação de mata ciliar e Reserva Legal, chegamos a aproximadamente 66.500m² de mata preservada, com aproximadamente, 3.380 plantas em regeneração.

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