Projeto Recuperação de Área Degradada e Preservação de Nascentes - Chapecó - SC


Descrição

O projeto Recuperação de Área Degradada e Preservação de Nascente foi desenvolvido na propriedade da família Ferreira, na Linha Cachoeira, interior de Chapecó. A ação é uma parceria com a Escola de Ensino Fundamental Linha Campinas, iniciada no mês de junho de 2015, além do apoio do Programa Água Boa, da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente (SEDEMA) de Chapecó. A recuperação da área contribuirá na restauração da integridade ecológica desse ecossistema, sua biodiversidade e sua estabilidade. Uma área de 3.600 m² foi cercada e realizada o plantio de 100 espécies de árvores nativas da região.


Objetivo

Preservar as matas ciliares para contribuir na qualidade e quantidade da água das nascentes, dos rios, dos córregos e ribeirões que compõem as bacias hidrográficas. 


Ações

A área recuperada, 30 metros de raio ao longo da nascente. No local, foi realizdo o plantio das espécies de árvores nativas e seguiram a metodologia nucleada. A irrigação das plantas acontecerá conforme a necessidade da área e será realizada pelo agricultor. O monitoramento acontecerá, periodicamente, sendo responsabilidade dos técnicos do SOS Sustentar e, em parceria, com a família participante.

Participaram também da ação ambiental os parceiros do SOS Sustentar: a empresa Inviolável Segurança, representada pelo gerente de atendimento, Rene Girardi e o gerente administrativo, Ismael Fossá; o proprietário da Abboccato Cosméticos, Marcelo Panisi; representantes da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente de Chapecó (SEDEMA), representantes da ONG Verde Vida, coordenadores e acadêmicos da Uceff Faculdades e da Sociedade Amigos de Chapecó (SAC). 


Resultados

Como resultado, esperamos a conscientização da comunidade escolar e de toda a sociedade sobre a importância da preservação ambiental. Além disso, a recuperação da biodiversidade do local preservado favorecerá a criação de corredores ecológicos e do reabastecimento dos lençóis freáticos, a partir do plantio das árvores.

Outro fator importante é a disseminação do conhecimento, da conscientização e de técnicas necessárias para a conservação dos recursos naturais e saudáveis, buscando autossuficiência econômica, social e ambiental com qualidade de vida. Este espaço pretende ser um campo de pesquisa a outros estudantes e acadêmicos da área, buscando promover a transformação e a valorização dos recursos naturais.


Números do Projeto

Local: Chapecó - SC

Pessoas capacitadas :80

Atividade com monitoramento periódico

Acompanhamentos

Monitoramento II

21/03/2018

O monitoramento foi efetuado no dia 21 de março de 2018, praticamente três anos após o plantio das mudas, ao qual percebemos o grande crescimento de espécies do próprio banco de sementes. As espécies plantadas seguem seu crescimento mais lento, enquanto as espécies características da área seguem com crescimento rápido, passando de 2,0 metros de altura.

A regeneração natural, ativa e passiva, são técnicas de baixo custo que podem ser aplicadas somente em áreas com alto e médio potencial de regeneração, ou seja, nos locais com quantidade e riqueza de espécies nativas. “A regeneração natural passiva, que não possui nenhuma intervenção humana, apresenta custo zero. Basta que o produtor realize o cercamento da área, no caso de haver animais ou outros agentes de degradação, e espere a ação da natureza. Já a ativa necessita de investimentos para a contenção de plantas invasoras que impedem o crescimento das espécies que cresceriam naturalmente”. Essa regeneração não é indicada para áreas de lavoura, áreas agricultáveis, apenas para locais em que existe um banco de sementes, que possui alguma forma de vegetação.

Para a recuperação foram plantadas 100 mudas de árvores nativas das seguintes espécies: Espécies Pioneiras, Angico (Anadenanthera colubrina), Canafístula (Peltophorum dubium), Canjerana (Cabralea canjerana), Cedro (Cedrella fissilis), e Espécie Secundária Tardia, cerejeira (Prunus serotina), Guabiroba (Campomanesia xanthocarpa), Pitangueira (Eugenia uniflora) e Vacum (Allophylus guaraniticus), plantadas em núcleos, intercalando espécies de porte baixo, médio e alto, com o número mínimo de 08 (oito) espécies diferentes. Percebemos uma pequena evolução no crescimento das mudas, principalmente das espécies pioneiras, que teve maior número de “pega” das mudas, e juntamente percebemos o grande crescimento das espécies do próprio banco de sementes, conforme percebemos nas fotos abaixo. O proprietário Sr. Renato faz o acompanhamento geral da área, fazendo principalmente a manutenção das formigas.

Encontramos não somente a proteção do recurso hídrico, como também um enriquecimento da Mata Atlântica e da fauna. Isso é devido à introdução de espécies nativas que contribuem para o enriquecimento vegetal, muito embora o número de árvores em regeneração continue em número muito superior. Em relação a fauna o proprietário da área já visualizou a presença de lebres (Lepus) no local, e ainda destacamos o enriquecimento da microfauna do solo, que está se recuperando na medida que o solo vai ganhando estrutura e proteção. O Sr. Renato (proprietário da área) nos relata que a água está sempre limpinha, essa água é utilizada para abastecimento de duas residências e da propriedade em geral.

A regeneração natural é analisada através de medições da altura das plântulas e plantas jovens (trena), amostrados preferencialmente de seis em seis meses para os dois primeiros anos. A média de crescimento das espécies é de 0,86 metros de altura, algumas maiores, outras menores, espécies pioneiras com crescimento mais avançado, além disso, as espécies já existentes também tiveram um crescimento expressivo com a recuperação e isolamento do local, conforme observamos nas fotos.

O isolamento do entorno da nascente, juntamente com as árvores plantadas propiciou uma proteção à mata ciliar garantindo sua regeneração, que está visivelmente percebida ao longo desses três anos. A capacidade de auto-recuperação da área se mostra significativa, possibilitando empregar tal técnica. Após o plantio e o controle das formigas, o solo se recompôs e a vegetação está se desenvolvendo.

A importância relativa destes fragmentos florestais na composição da cobertura florestal das paisagens intensamente cultivadas e a biodiversidade residente nestes permite defini-los como elementos chave para a recuperação qualitativa destas paisagens visando a sustentabilidade e a melhoria da qualidade de vida. Percebe-se na área uma mudança significativa da característica, temos uma pequena formação de vegetação, com crescimento semelhante e que vem avançando ano após ano. Ao chegar na propriedade já é fácil identificar qual a área de preservação, devido a mudança na paisagem do local. O produtor está contente com o avanço que vem acontecendo, e mais ainda por ter qualidade na água que consome.

Monitoramento I

01/09/2016

O monitoramento foi efetuado no dia 16 de agosto de 2016, praticamente um ano após o plantio das espécies. Considerando que o proprietário efetuou vistorias diárias/semanais na área, regando as mudas, combatendo as formigas e acompanhando a “pega” das mudas. A área utilizada pelo projeto, cercada e que permanecerá isolada, é de 3.600,0m² distribuídos em 30,0m para cada lado da nascente.

Para a recuperação foram plantadas 100 mudas de árvores nativas das seguintes espécies, plantadas em núcleos, intercalando espécies de porte baixo, médio e alto, com o número mínimo de 08 (oito) espécies diferentes. Fizemos a verificação da “pega” das mudas, que foram efetivadas em praticamente 95%, já iniciando a mudança da paisagem, com o crescimento das espécies plantadas e do próprio banco de sementes existente no local.  O proprietário fez o acompanhamento, disponibilizando água para as mudas em período de estiagem, fazendo a manutenção das formigas, e contando as espécies que efetivaram a “pega vegetativa”.

Encontramos no local não somente a proteção do recurso hídrico, como também um enriquecimento da Mata Atlântica e da fauna. Isso é devido à introdução de espécies em quantidade e diversidade maior a que normalmente encontra-se na região, muito embora o número de árvores em regeneração continue, ainda em número muito superior a encontrada na área de reflorestamento. Em relação a fauna o proprietário da área já visualizou a presença de lebres (Lepus) no local, e ainda destacamos o enriquecimento da microfauna do solo, que está se recuperando na medida que o solo vai ganhando consistência e proteção. Conforme relatos do produtor a água já mudou de aparência, sendo contemplado com água limpa e fresquinha que abastece sua residência.

Conseguimos reduzir o impacto produzido com a degradação do solo, além de acelerar o processo de recuperação das características originais daquela área. A regeneração natural é analisada através de medições da altura das plântulas e plantas jovens (trena), amostrados preferencialmente de seis em seis meses para os dois primeiros anos. Foi efetivada uma análise quantitativa, embasada pelo índice de mortalidade encontrado no plantio. A média de crescimento das espécies é de 0,76 metros de altura, algumas maiores, outras menores, além disso, as espécies já existentes também tiveram um crescimento expressivo com a recuperação e isolamento do local. Exemplos do crescimento estão nas espécies do angico (Anadenanthera colubrina) que está medindo 0,91 metros; e na canafístula (Peltophorum dubium) 0,95 metros de altura, espécies pioneiras com crescimento mais avançado.

Outro fator importante nesta atividade é o envolvimento da família no cuidado com a área preservada e das crianças do 5º ano da Escola de Educação Básica Linha Campinas e professores. Os alunos já iniciaram a atividade com uma palestra sobre meio ambiente, proteção de nascente e recuperação, de conscientização do uso da água, ministrada em 03 de junho de 2015, colocando em prática o aprendizado na ajuda do plantio das mudas e que farão visitas anuais para conferir a evolução da mata e os efeitos que causarão à nascente ali preservada.

O investimento para execução deste projeto foi de R$ 5.752,00.

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