Projeto Organização da Produção Leiteira - São João do Oeste / SC


Descrição

Capacitações, orientações e assistência técnica buscam auxiliar as famílias na geração de renda e aumento da produtividade. As famílias participam mensalmente de reuniões que buscam promover a sustentabilidade econômica, ambiental e social das propriedades. É realizado em parceria com a Coopafajo, Cooperativa da Agricultura Familiar de São João do Oeste. O valor do projeto é estimado em relação ao seu cronograma e pelos atendimentos às famílias participantes, sendo revisados anualmente.


Objetivo

Organizar a produção leiteira proporcionando mais renda e aumento do bem estar das famílias. Além de contribuir para aumento da produção e possibilitar a promoção do desenvolvimento sustentável.


Ações

As ações desenvolvidas compreendem várias atividades. Capacitação sobre bovinocultura de leite, gestão e qualidade na produção. Já os treinamentos compreendem informações de como fazer cerca, práticas de manejo e agroecológicas, além das caminhadas ecológicas, dias de campo, reuniões de avaliação, assistência técnica e acompanhamento técnico financeiro mensal.


Resultados

Melhorar a qualidade de vida e autoestima das famílias, a partir do incremento de renda ações de preservação ambiental. Neste sentido, as capacitações e orientações estimulam uma produção sustentável, sem o uso de agroquímicos, e que promovam a sustentabilidade local.


Números do Projeto

Local: São João do Oeste / SC

Famílias beneficiadas: 16

Atividade com monitoramento periódico

Acompanhamentos

Acompanhamento IV

30/01/2018

O ano de 2017 também foi marcado por grandes conquistas do grupo de produtores de São João do Oeste. Além de expressivos números na parte econômica, a área ambiental também foi importante para os agricultores que apoiaram e incentivaram ações de sustentabilidade nas suas propriedades.

As sete famílias participantes tiveram uma evolução significativa em relação ao início do projeto. Se analisarmos a produção mensal de leite, a média em 2014 era de 3915,43 litros/mês, já em dezembro de 2017 passou para 7877,29 litros/mês, um salto de 3961,86 litros/mês a mais. Neste sentido, deve ser considerado o aumento de números de animais, as ações de piqueteamento e adoção de práticas sustentáveis.

Ao aumentar a produção leiteira, o agricultor organiza sua rotina de forma diferente, diminuindo as horas trabalhadas, a família investe em qualidade de vida e de bem estar da propriedade como, por exemplo, ações de embelezamento e, principalmente de proteção ambiental. Cada propriedade, ainda em 2016, iniciou o processo ambiental de proteção de nascente, plantio de árvores nativas/frutíferas e espaço para área de preservação permanente totalizando 290.200,0 m².

Como avaliação do grupo, os produtores apresentaram os seguintes aspectos: o acompanhamento técnico na propriedade que contribui para o controle de gastos e investimentos. Já em relação aos objetivos para 2018, o grupo expos que irá finalizar a implantação de piquetes, instalação de água e o sombreamento para os animais, diminuir os custos de produção e aumentar a produção leiteira.

Acompanhamento III

17/01/2017

O ano de 2016 foi marcado por transformações na área ambiental das propriedades. Sabemos que dependemos do meio ambiente para sobrevivência, isto quer dizer que, caso não cuidarmos dele, os recursos naturais se tornarão finitos e a vida na terra estará ainda mais comprometida. Desta forma, a água é o bem fundamental neste processo. Proteger e preservar os mananciais são ações humanas importantíssimas e para isso, contamos com a participação dos agricultores.

Cada propriedade participante do projeto fez a sua parte: cercou as áreas de nascentes, plantou árvores nativas ou frutíferas e garantiu o espaço para Área de Preservação Permanente. No total, foram preservados 290.200,0m² de área e 21 nascentes estão cercadas para crescimento da vegetação nativa e manutenção da biodiversidade local. No aspecto social, as famílias estão com mais tempo para atividades de lazer, devido a organização da produção e do manejo dos pastos e dos animais.

No ano de 2016, houve a desistência do projeto de dois produtores e, com isso, o grupo ficou com nove propriedades participantes. A produção deste grupo chegou em média de 9.351 litros de leite/mês, para uma produção mensal de 13,64 litros de leite/animal/dia com uma média de 21 animais lactantes por propriedade. Em relação a 2015, houve um aumento de 8% na produção. Mas, se compararmos o início do projeto no ano de 2014, o ganho de produção foi para 79,89%. O custo de produção em 2016 foi de R$ 0,50 por litro de leite produzido.

O importante é destacar o envolvimento dos produtores e das famílias na realização das atividades (finalização dos piquetes com instalação de água, plantio de árvores para sombreamento da área, tratamento de doenças com técnicas agroecológicas, entre outras ações), pois isso reflete diretamente na receita financeira e nas atividades de lazer que foram realizadas. Além disso, investimentos em maquinário para a atividade agrícola também é um dos destaques deste ano.

Acompanhamento II

19/01/2016

A evolução deste grupo se deu ainda em meados do ano passado a partir das capacitações e treinamentos realizadas com os produtores para o manejo sustentável da produção. Desta forma, o ano de 2015 foi para aprimoramento das atividades e de aumento da autoestima das famílias participantes.

O projeto conta com a participação de 11 famílias localizadas em seis comunidades: Linha Ervalzinho, Linha Beato Roque, Linha Cristo Rei, Linha Alto Macuco, Linha Itacuruçú, Linha São João e Linha Macuco. Cada propriedade possui um planejamento individual respeitando suas especificidades e o dia a dia da família. Além do aspecto financeiro, um dos principais resultados é o manejo do plantel com técnicas que promovem transformações e diminuem as horas trabalhadas, como por exemplo, o piqueteamento das áreas de pastagens com a instalação de água e sombra em pontos estratégicos.

O ganho em conhecimento possibilitou incremento na receita financeira da família. Em comparação ao início do projeto, em 2014, o grupo contou com um salto de produção de mais de 3.000 litros de leite produzidos mensalmente. No primeiro ano do projeto, os produtores produziam juntos, uma média de 5.198 litros de leite/ mês, sendo 8,37 litros de leite produzidos por animal/ dia. Atualmente, o grupo produz, em média, 8.665 litros de leite, sendo 13,30 litros de leite, em média, por animal.

O ganho real em relação ao aumento da produção é de 66,69%, esse ganho se deve as técnicas e estratégias no manejo dos pastos, nos piquetes e com sobra de pasto de qualidade para alimentação dos animais. O custo da produção, exceto a mão de obra na propriedade, é de R$ 0,45 por litro de leite produzido. Um grande salto de produtividade e de qualidade, visto que as técnicas utilizadas para combate de pragas e doenças seguem os princípios da homeopatia, garantindo segurança alimentar no produto produzido. 

Acompanhamento I

22/01/2015

Neste início de projeto foram realizadas ações de capacitação e treinamento aos produtores, através da prática da caminhada ecológica, realizadas mensalmente em grupo. Este método de trabalho, além de otimizar o uso do tempo, reduz os custos com assistência técnica e promove um crescimento de conhecimento, fazendo com que o aprendizado ocorra de forma natural.

Este ganho em conhecimento e manejo se reflete nos ganhos alcançados no período. Neste caso, houve um aumento médio na produção de leite por hectare/ ano na ordem de 21%, passando dos iniciais 5.694 litros/ha/ano para os atuais 6.914 litros/ha/ano. Os números são promissores e indicam uma ótima perspectiva futura para o projeto em São João do Oeste. 

O investimento para execução deste projeto é de R$ 365.432,74 para duração de 60 meses.

Fontes

Fabiane Sehn

03/10/2016

Quinze hectares da propriedade da família Sehn é destinada a produção leiteira, principal atividade econômica da família. Na atividade é utilizada práticas agroecológicas com manejo tradicional.

A propriedade possui uma nascente protegida- próxima a propriedade- e área de APP, sendo que 20% da mata ainda é nativa, onde a fauna encontra abrigo e alimento. O lixo da propriedade é separado e recolhido pelo município. 

Adair Fernandes

05/09/2016

A família de Adair Fernandes possui uma propriedade de 10 hectares, sendo que destes 5,5 hectares são utilizados para atividade leiteira que é a principal receita econômica da família. Ao adotar as práticas agroecológicas também contribui para a preservação do meio ambiente, além da proteção de uma nascente do rio Arroio Macuco que passa pela propriedade.

Do total da área, a propriedade ainda possui 20% de mata nativa onde a fauna encontra abrigo e alimento. Os resíduos produzidos pela família é destinado ao sistema de coleta seletiva da cidade. 

Jair Wirth

15/08/2016

O Rio Dourado passa pela propriedade da família Wirth, sendo que 35.800 m² de mata ciliar são preservados, através de cercamento e do crescimento vegetativo das plantas. A propriedade também possui uma fonte protegida sem acesso dos animais e, os resíduos produzidos, são encaminhados para a coleta seletiva.

A principal renda da família é o leite e 12 hectares, dos 31 ha, são destinados para a produção. As demais culturas são para subsistência da família.

Teobaldo Strieder

10/08/2016

O rio Arroio Itacuruçu passa pela propriedade da família Strieder e, ao longo do seu percurso, a mata nativa está preservada possibilitando a formação dos corredores ecológicos do local. A propriedade também conta com uma fonte protegida e sem acesso dos animais.

A bovinocultura leiteira também é a principal atividade econômica da família, em 5,5 hectares, além de produzirm outras culturas para subsistência. As orientações agroecológicas são seguidas pela família para o bem estar animal e do meio ambiente.

Anastácio Oberger

09/08/2016

A atividade leiteira é a principal renda da família Oberger. Porém, ela também realiza ações ambientais para garantir o futuro dos recursos naturais da nossa região. A propriedade conta com duas nascentes de rios da cidade: Caçador e o Dourado e, somando as áreas da mata ciliar dos dois rios, a proteção ambiental chega a 65.000 m², onde 20% ainda é mata nativa.

São disponibilizados 10 hectares para a atividade de bovinocultura leiteira adotando práticas sustentáveis no dia a dia da propriedade.

Monitoramentos - Anastácio Oberger

Monitoramento de nascente

16/11/2018

A propriedade conta com duas nascentes e com a passagem de dois rios: Dourado e Caçador, além de manter um espaço grande de preservação. Durante a visita técnica na propriedade da família Oberger foi realizado um levantamento florestal para identificar e contar as espécies de árvores pertencentes as áreas de preservação. O espaço foi dividido em parcelas de 10 x 10m ou 20 x 10m conforme a disponibilidade de área.

O levantamento aconteceu na área de APP da nascente, que se encontra isolada por uma cerca, o que totaliza uma área de 234,00m². Nesta área foram contabilizadas 115 espécies vegetais, em fases de crescimento inicial e médio, e identificada uma grande quantidade de pequenos arbustos que vem se desenvolvendo no local. Já a parcela realizada na área da Reserva Legal da propriedade, com área de 20 x 10m, totalizando uma área de 200,0m² foram encontrada uma quantidade de aproximadamente 251 árvores, nos três estágios de regeneração, com uma formação vegetal mais elaborada em função da idade de isolamento da área. 

O levantamento amostral apontou, entre plântulas de pequeno porte, espécies em estágio inicial, médio e avançado de regeneração de aproximadamente 84.332 plantas, em um espaço de total de área preservada de aproximadamente 10,00 hectares.

Simone Lerner

08/08/2016

O rio Dourado está presente em boa parte das propriedades rurais do município. Na área da agricultura Simone Lerner não é diferente, onde uma nascente originada do rio está preservada com 40.000 m². A presença da vegetação nativa também é evidente em 20% da área que tambémé abrigo da fauna local.

Vinte e três hectares são destinados a atividade leiteira, principal fonte de renda da família e as demais culturas são para subsistência, onde é utilizadas as práticas ecológicas para a proteção ambiental.

Romélio Flach

01/08/2016

O rio Dourado rodea a propriedade da família Flach e marca também a divisão com a propriedade vizinha, onde a mata ciliar está preservada, através do cercamento do local, evitando a entrada de animais. Na propriedade também encontra-se uma nascente preservada, através do modelo caxambu,com 20.000 m² de área verde em suas margens.

No total dos 38 hectares, 20 deles são utilizados para a atividade leiteira, sendo a principal renda da família. As práticas de manejo são ecológicas repeitando a relação homem x meio ambiente.

Valdir Vogt

05/04/2016

A propriedade da família Vogt conta com uma área de preservação de 40.200,0 m². A  propriedade conta com uma nascente de sanga que faz divisa com a propriedade do vizinho, que possui mata ciliar em sua margem e está isolada com cerca, evitando a entrada de animais, totalizando uma área de 6.500,0m², do total da área a propriedade ainda possui 20% de mata nativa.

No local, através de um levantamento florestal foi identificado 31.356 plantas de pequeno porte, espécies em estágio inicial, médio e avançado de regeneração. Na área de reserva legal, devido estar há vários anos sem intervenção humana, o local encontra-se em difícil acesso e com um mato fechado garantindo a preservação do ecossistema local.

A principal fonte de renda da família é a atividade leiteira e as demais culturas são de subsistência, o manejo é convencional com praticas agroecológicas.

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